Quando ela era criança, filha única, era tão solitária, não podia brincar nas ruas, apenas na escola, seus pais queriam o melhor à ela, "ela tem tudo de melhor", diziam eles, mas ela não queria isso, ela queria o que nunca teve, queria a liberdade. Todos os dias ela tinha a oportunidade de ter o que sempre quis, mas de tantos dias em casa a fez medrosa, e todos podiam ver quão tímida e ingênua ela era, muitos ignoravam isto, mas algumas pessoas se aproveitaram, ela era fraca e eles a machucaram.
O tempo passou, ela cresceu, mas ela continuava em casa e com medo, ela sempre olhava através da janela para tentando entender o motivo "por que essas pessoas eram tão más", mas agora ela não queria sair, estava perdendo a esperança de encontrar alguém. Ela pensou que na internet não teria como se ferir e tentou encontrar alguém especial, novamente, ela estava desapontada.
Todas essas decepções fizeram dela mais forte e fria, desde então ela não se magoa, mas sofre, agora ela tenta entender a si mesma e encontrar a sua razão de viver, ela sente como se ela nunca tivesse sido realmente feliz, nem amado de verdade, mas ela ainda contínua em frente e espera pelo dia em que a sua vida vai se tornar completa.
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Under her Sunglasses - Prologue
When she was a child, she is an only child, and she was so alone, she couldn't play in the streets, just at school, her parents wanted the best for her, "she had all the best" they said, but she did not want these stuff, she wanted what she never had, freedom. Every day she has the opportunity to have what she always wanted, but so many days at home made her afraid, and everyone could see how shy and naive she was, some of them ignored her, but a few people took advantage, she was weak and they were hurting her.
Time has passed, she grew up, then she continues at home and afraid, she always looked through the window to try understanding the reason "why these people were so wicked", and now she did not want leave, she was losing the hope to find someone nice. She thought in the internet has no way to be hurt, and tried meet someone special, and again she was disappointed.
All these disappointments have made her stronger and cold, since then she is not hurt by others, but she suffers, now she try to understand herself and find her reason to live, she felt like she was never really happy and neither never loved someone, but she still continuos in her way and hope the day that she will realize her life complete.
Time has passed, she grew up, then she continues at home and afraid, she always looked through the window to try understanding the reason "why these people were so wicked", and now she did not want leave, she was losing the hope to find someone nice. She thought in the internet has no way to be hurt, and tried meet someone special, and again she was disappointed.
All these disappointments have made her stronger and cold, since then she is not hurt by others, but she suffers, now she try to understand herself and find her reason to live, she felt like she was never really happy and neither never loved someone, but she still continuos in her way and hope the day that she will realize her life complete.
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
Rosa na rodoviária
Ele estava com a sua inseparável mochila, e nela presa uma rosa vermelha solitária, contava os segundos vendo apenas os ônibus passarem, e nada passava na sua cabeça.
Alguns metros atrás ela estava sentada, também esperando um ônibus, mas observando as pessoas, era um vai-e-vem tão desordenado e constante, aquele rapaz com uma rosa na mochila parecia destoar da multidão, e de repente não havia um detalhe naquela imagem que ela não notasse, o jeans surrado, o tênis desamarrado, a passagem apertada entre os dedos, a mochila despojada, o cabelo bagunçado...
Ele continuava impassível àquilo que era meticulosamente observado e arbitrariamente processado por ela, tudo era como uma pista do ser daquele garoto, mas não a rosa, ela hesitava em dar um motivo à existência daquela rosa e ansiava por mais informações, ele era seu quebra-cabeças.
Ao esgotar suas observações, ela foi até ele e um pouco tímida perguntou se o ônibus dele era o mesmo dela, não era, ele desatou a falar, foi primeiro seu destino e depois sobre o atraso do ônibus, sobre a viação, sobre as corporações e a política... tudo para ele era aquele atraso insuportável, enquanto isso ela estava mais interessada nos detalhes, eram tantos até que ele a interrompeu perguntando se ela o ouvia, e sim, ela o ouvia e apenas não falava nada, pois num instante ela esperava pacientemente seu ônibus como de costume toda sexta, e no outro ele, era como se ele fosse feito de areia e ela quisesse analisar cada grão.
Ele apenas estava ali com ela, mais uma personagem da rodoviária, entediante, era como se ela não se distinguisse da paisagem, não havia nada que prendesse sua atenção, apenas tinha vontade de partir.
Nisso eles ficam frente a frente, ele cansa de falar e o silêncio reina, ele não se importa se ela está a olha-lo, até que ela percebe a situação e sente um misto de vergonha e culpa, decide então e pergunta sobre a rosa, mas quando ele ia responder o ônibus chega, e diz a ela do ônibus dele, a beija no rosto e parte.
Ela volta ao lugar onde estava sentada, sentia um vazio, nunca mais saberia sobre a rosa, nem o veria, estava tão curiosa para saber tudo sobre ele que ele partiu. Depois disso ela se dá conta do que fazia na rodoviária, pelas pessoas que não estavam mais lá sabia que tinha perdido o seu ônibus, no entanto ele havia perdido a rosa, estava caída no chão exatamente onde ele estava, ela apanha a rosa e dedica a ela todo o cuidado que daria a ele, agora ele era apenas aquela rosa na rodoviária.
Blog Felipe al Cruz
Mais um blog, parece e é um novo blog, mas não se trata de mais um, bem, este blog já tem várias postagens, são as postagens antigas, peço sejam compreensivos, pessoas mudam, mas não pretendo por isso negar o que fui, afinal, bom ou ruím, é a minha história.
Antes de iniciar a escrever genuinamente neste blog (não considero esta postagem, é apenas um esclarecimento), irei buscar um texto que escrevi há umas semanas e apenas publiquei no Recanto das Letras.
Bem, estou aberto a críticas, sugestões, correções, enfim, são meus escritos, tão imperfeitos e fluidos quanto eu.
Boa sorte aos incáutos que se aventurem a ler, e obrigado.
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