terça-feira, 23 de março de 2010

Lembranças às cinzas

O ar está pesado mas já posso ver,
ainda com o cheiro de queimado,
estou consciente, não mais tão inebriado,
as cinzas do que vivi, são tudo que posso ter,
você esta morta, as lembranças pertencem ao passado,
e a dor corta, sinto nada conseguir fazer.

Ainda a tinha naquela noite fria,
não imaginava que o sonho era um drama,
que toda a felicidade não passava de uma fantasia,
imaginava o fim da dor em meio a estas chamas,
desesperado, sabia que o fogo nada destruía,
estava dentro de mim, não na solitária cama.

Tudo tem um fim, estamos fadados ao fracasso,
você trouxe alegria, mas preferiria o passado,
eu vivia triste, poderia agora ser diferente,
ao menos eu ainda continuaria a viver,
se nunca tivesse conhecido você.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Algo novo como antes

O tempo não passa, nos que discorremos nele, escorremos esparramados, e amarrados, efémeros, os dias não o são, nos sim, vivemos e morremos, talvez morremos mais que vivemos, tudo continua, ou melhor, as pessoas continuam, somos apenas produtos numa esteira, em uma fábrica suja e desordenada, mas que a esteira não pára, de uma lado são construídos e do outro reciclados, num ciclo inútil, somos isso, um grande nada.



¿<>, como você pode me dizer isto, <>, o que faz você pensar isto? E as interrogações acabam se transformando em buracos negros, onde se vai para lugar nenhum, e tudo deixa de <>, olha, a interrogação até me lembra, é como se fossem dois pontos, um existe e o outro esta sendo destruído pela força do buraco negro, mas o outro será o próximo!?



Somos algo? O ser, o que seria o ser? O que estou escrevendo, estou me perdendo em palavras, abstrações ¿inúteis? sobre não se sabe o que, mas não se sabe que se sabe, e agora, ¿aonde está a resposta, ela existe? Será tudo, mesmo, um grande nada, uma incógnita, seria apenas um monte de símbolos desordenados e descoordenados, inúteis? Não, na realidade tudo isto me parece opaco, tudo é nada, não, também digo, nada não é, é algo que existe e não é, ou, é e não existe, algo simplismente sem direção, até mesmo sem sentido...

segunda-feira, 1 de março de 2010

sobre sexo

Segunda-feira, um dia qualquer, como qualquer outro dia, sempre é assim, não mudará, logo cedo já estou a caminho da fábrica, com o almoço, bem no início do dia.
O ar pesado, que sempre me lembra a fábrica, sugere que agora devo ser "o operário", mas logo, o ar burocrata da entrada da empresa, é abandonado por conversas, principalmente sobre sexo, e, falamos bastantes coisas relacionadas a sexo, só interrompidos por supervisores, e outros assuntos corriqueiros.
Depois do trabalho, tomo uma cerveja com alguns colegas, vou para casa, tomo um banho, como e então durmo, o sexo, bem, ele fica para o fim de semana.