Gosto de lembrar como era mente antigamente, de analisar o que fiz e ver porque aquilo é errado, até parece nunca fiz nada certo, mas acho é apenas não me lembro das partes felizes, dever haver um estresse pós-atraumático, tanto me me acho um ser desprezível e medíocre, mas os outros também assim parecem, mas, lembrando e pensando as coisas passadas, por um momento pensei que havia sido feliz, as expressões minhas passadas havia um pouco de alegria, nos braços de garotas, na presença familiar, numa igreja, em todo lugar, mas as lembranças não trazem felicidade, e sim o contrário, talvez não exista felicidade hoje, apenas.
Lembro que mulheres eram algo muito bom, o prazer me fazia esquecer tudo, e quando acabava só pensava naquele prazer, mas hoje, seria diferente minha vida, ou apenas diferente o prazer que busco? Não sei, ainda estou perdido, ainda poderá trazer alegria uma qualquer? Era tão bom viver apenas a parte boa da vida, sem consequencias, sem mais problemas.
E você, antes poderia tê-la, agora te nego ainda te desejando, a quem penso enganar, evito seu gosto doce para senti um pouco o amargo sozinho, para apreciar o silêncio dos meus pensamentos egoístas, onde não há espaço para você, mas quem engano, se ainda a quero, tentar esquecer não é suficiente, posso até conseguir pensar diferente e assumir uma mentira para evita-la, mas quando eu lembrar? E se você não estiver viva, ou aqui, ou diferente demais para ainda ser você, como era bom viver sem medo, simplesmente agir, ainda queria ser assim, poderia viver uma vida mais concreta, palavras não me satisfazem, e você agora também conseguirá, as mentiras que criei são como espinhos que imagino haver no teu corpo, você comigo só ia me ferir, sofreria mais assim, porque coloquei minas entre nós, talvez as tenha colocado ao meu redor, e escolhido viver isolado, a quem estou enganando?
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Prefácio – O Retrato De Dorian Gray (Oscar Wilde)
O artista é o criador de coisas belas.
O objectivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo para um novo material a sua impressão de coisas belas.
A mais elevada, tal como a mais rasteira, forma de crítica é um modo de autobiografia.
Os que encontram significações torpes nas coisas belas são corruptos sem sedução, o que é um defeito.
Os que encontram significações belas nas coisas belas são os ocultos: para esses há esperança.
Eleitos são aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.
Um livro moral ou imoral é coisa que não existe. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. E é tudo.
A aversão do século XIX pelo Realismo é a fúria de Caliban ao ver a sua cara no espelho.
A vida moral do homem faz parte dos temas tratados pelo artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. Nenhum artista quer demonstrar coisa alguma. Até as verdades podem ser demonstradas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. Uma simpatia ética num artista é um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista nunca é mórbido. O artista pode exprimir tudo.
O pensamento e a linguagem são para o artista instrumentos de arte.
O vício e a virtude são para o artista matérias de arte.
Sob o ponto de vista da forma, a arte do músico é o modelo de todas as artes. Sob o ponto de vista do sentimento, é a profissão de actor o modelo.
Toda a arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que penetram para além da superfície, fazem-no a expensas suas. Os que lêem o símbolo, fazem-no a expensas suas.
O que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida.
A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte revela que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está em consonância consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, conquanto que não a admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada.
Toda a arte é completamente inútil.
O objectivo da arte é revelar a arte e ocultar o artista.
O crítico é aquele que sabe traduzir de outro modo para um novo material a sua impressão de coisas belas.
A mais elevada, tal como a mais rasteira, forma de crítica é um modo de autobiografia.
Os que encontram significações torpes nas coisas belas são corruptos sem sedução, o que é um defeito.
Os que encontram significações belas nas coisas belas são os ocultos: para esses há esperança.
Eleitos são aqueles para quem as coisas belas apenas significam Beleza.
Um livro moral ou imoral é coisa que não existe. Os livros são bem escritos, ou mal escritos. E é tudo.
A aversão do século XIX pelo Realismo é a fúria de Caliban ao ver a sua cara no espelho.
A vida moral do homem faz parte dos temas tratados pelo artista, mas a moralidade da arte consiste no uso perfeito de um meio imperfeito. Nenhum artista quer demonstrar coisa alguma. Até as verdades podem ser demonstradas.
Nenhum artista tem simpatias éticas. Uma simpatia ética num artista é um maneirismo de estilo imperdoável.
O artista nunca é mórbido. O artista pode exprimir tudo.
O pensamento e a linguagem são para o artista instrumentos de arte.
O vício e a virtude são para o artista matérias de arte.
Sob o ponto de vista da forma, a arte do músico é o modelo de todas as artes. Sob o ponto de vista do sentimento, é a profissão de actor o modelo.
Toda a arte é, ao mesmo tempo, superfície e símbolo. Os que penetram para além da superfície, fazem-no a expensas suas. Os que lêem o símbolo, fazem-no a expensas suas.
O que a arte realmente espelha é o espectador, não a vida.
A diversidade de opiniões sobre uma obra de arte revela que a obra é nova, complexa e vital.
Quando os críticos divergem, o artista está em consonância consigo mesmo.
Podemos perdoar a um homem que faça alguma coisa útil, conquanto que não a admire. A única justificação para uma coisa inútil é que ela seja profundamente admirada.
Toda a arte é completamente inútil.
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