Queria falar sobre isto, mas antes pensei o título, parece tão bobo, na realidade é, mas não gostaria de me deter nisso, a importância de algo não é útil a arte, assim como não é para mim, então, como não tenho objetivos com este blog, a não ser me expor, e quando o tento mostro um pouco de mim, seja através de personagens difusos, alteregos, ou até monólogos, como este.
Bem, acho que agora posso falar de utopias, a vida de todos os seres humanos giram em torno de utopias, mas são tratados de foram diferente, escondidos ou deformados, para que sejam possam aceita-los sem problemas, a dor não nos deixa, e a utopia também não, talvez sintamos dor por causa de nossas utopias, ou seja elas que expiem nossas dores, não sei, acho que a relação causa-consequência é algo que reduziria a questão, pois não a vejo como aplica-la na unidade que acredito ver, que descrevo.
Utopias, tenho tantas, nunca as poderei alcança-las, tento conhece-las, a despeito da dor que geram, tenho uma capacidade incrível de não sentir tanta dor, é bom ser medíocre, mas é como se a ferida sempre esteja lá, e doesse apenas às vezes. Esta relação com a dor de existir, bem, não a classifico como boa, ou má, ela existe e o seu julgamento estaria preso aos pressupostos usados, não quero tratar de meus problemas, se é que o são, de forma arbritária, que apenas vivência-los.
Continuo caminhando, como se a vida fosse um jogo qualquer, é realmente o que me parece, a importância disto, não sei nem se existe, mas gosto de ver coisas perfeitas, e buscar objetivos, ainda vivo, bastante e bem, mas sei que o nada é maior que tudo, tudo é inútil, o sentido da vida não existe...
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Rigor Vivicus
Nada existe, ela ainda não apareceu, nada faz sentido, as pessoas ao meu redor me olham, outras passam, como se fosse um cadaver na rua a bastante tempo, o fim parece irreal, longe demais daqui, mas iminente, o sofrimento continua a cortar a carne já lacerada, há pouca carne, apenas restos, e a dor é o ar que respiro.
Sou obrigado a viver, e a continuar com tudo isso, a seguir em frente, a ser bem sucedido, a estar alegre, a ter saúde, eu não existo em meio a tantas obrigações, em meio a tantas interesses irrelevantes, na realidade sou como os outros, mas queria um pouco mais de liberdade, poder voar, nem que fosse de uma ponte ou prédio.
O ar não falta, consigo respirar e ainda sinto o vento no rosto, ouço músicas alegres, vejo crianças sorrirem, se tudo é uma desgraça e ainda fingem estarem tão felizes. Pessoal olha para mim, quero atenção, carinho e seu dinheiro, droga, eu não quero isso, nunca conseguem me entender, também não sou um suicída, nem psicopata.
Por que ainda tenho que lidar com pessoas, vocês, sim, vocês, são despreziveis, poderiam nem existir, assim tudo seria melhor, mas ainda preciso viver. Ainda existe esperança, odeio isto, queria alguém, queria outra vida, mas sei que em breve irei querer outra coisa, eu, sempre fico triste ao "matar a fome", preciso de fome para viver, não digo que para continuar com vida, mas para continuar seguindo em frente, talvez alguém ainda apareça e mude isto, mas para mim, essa pessoa não existe.
Sou obrigado a viver, e a continuar com tudo isso, a seguir em frente, a ser bem sucedido, a estar alegre, a ter saúde, eu não existo em meio a tantas obrigações, em meio a tantas interesses irrelevantes, na realidade sou como os outros, mas queria um pouco mais de liberdade, poder voar, nem que fosse de uma ponte ou prédio.
O ar não falta, consigo respirar e ainda sinto o vento no rosto, ouço músicas alegres, vejo crianças sorrirem, se tudo é uma desgraça e ainda fingem estarem tão felizes. Pessoal olha para mim, quero atenção, carinho e seu dinheiro, droga, eu não quero isso, nunca conseguem me entender, também não sou um suicída, nem psicopata.
Por que ainda tenho que lidar com pessoas, vocês, sim, vocês, são despreziveis, poderiam nem existir, assim tudo seria melhor, mas ainda preciso viver. Ainda existe esperança, odeio isto, queria alguém, queria outra vida, mas sei que em breve irei querer outra coisa, eu, sempre fico triste ao "matar a fome", preciso de fome para viver, não digo que para continuar com vida, mas para continuar seguindo em frente, talvez alguém ainda apareça e mude isto, mas para mim, essa pessoa não existe.
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