quarta-feira, 25 de agosto de 2010

GENEALOGIA DA AMORALIDADE

A dissimulação do ser humano é algo bem comum, desde a pré-história o homem tenta enganar a sua preza e o seu algoz que tenta lhe devorar, temos uma realidade suja, porem vista como nobre, o campeão é o melhor caçador, visto como forma de sobrevivência, sendo premiado então, se não pelos companheiros, mas sim pelo prazer de satisfazer sua fome e continuar vivo, e começa então o fundamento da nossa sociedade, onde o que é julgado nobre não existe e só veio a existir como conceito em função do ser humano animal que sobreviveu e se "desenvolveu".

Hoje vivemos numa sociedade socrática-judaica-cristã, e a filosofia nietzschiana julgou como culpada pelo rompimento entre o homem e si mesmo, num contexto que o valorizado é a culpa, mas esta mesma sociedade também é a que tem arraigada nas suas entranhas a dissimulação e/ou a mentira, temos uma realidade onde o erro é motivo de culpa, mas não é evitado, e mais importante é o objetivo ou intenções, e ainda julgam como errado a frase que Maquiavel nunca disse "os fins justificam os meios". Então temos uma sociedade que tem valores que mais são máscaras, e o diferente, que é o que não usa máscara é o errado, que é julgado e punido.

O julgado e punido é feito como forma de ressarcimento ao lesado, sendo lesado o que usa a máscara diante do que não usava, pois não se deve expor a realidade feia, e o punido o sincero, não se deve alterar a ordem social. Obedecer aos costumes, à etiqueta, e aparentar mil e umas coisas é a postura a ser seguida. Princípios são ideias e conceitos que foram criados para fixar a culpa àlguma coisa além da teologia, ateus também precisavam de culpa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

o(a) dia (vida) perdido(a)

O sol me acorda, os segundos escorrem no relógio, outra nova rotina, coisas novas, e tristes, na jornada o sol se torna quente e irritante, um amigo é esquecido, e tudo continua, a fome vem, o sol é tomado por nuvens cinzas, o dia até parece melhorar, e em meio a carros e pessoas a chuva começa a cair, pessoas correm e se espremem em busca de abrigo, de fato o dia melhorou, as mesmas pessoas então aparecem, a mesma comida, e tudo não passam de surpresas meio desagradáveis, negócios não são resolvidos e o dia é abandonado, a chuva ainda cai, e os segundos deslizam, todos ainda estão no dia.
Agora consigo um tempo só, sinto quanto é difícil se desfazer das pessoas, elas continuam a existir e a importunar, e ainda necessito importuna-las, não dá nem para fugir, minha mente cansada de monismos dualistas, ao absoluto incerto e ao relativo totalitário, não queria pensar, bastava suprir algumas necessidades, não sei porquê, ainda sigo em frente, ainda penso como me parece ser a maneira correta, para conseguir algo, estou perdido em meio aos outros.
A indecisão constante deixa àmostra uma necessidade, vinte anos e nada para fazer, entrando no buraco que é as necessidades criadas, os desejos artificiais, vinte anos e agora não posso desistir, abandonar tudo, as estrelas sempre morrem, seguir em frente como todos como soldados que vão a guerra, o fim só vem mais rápidos, o verão é esquecido, o tempo passa mais rápido, nem dá para amar ou viver, objetivos que nunca são alcançados, e se o são a satisfação não existe, e sim um novo objetivo para chegar, tenho objetivos infinitos, mas quero satisfação.