Me senti bem com a sua companhia, pouco tempo, pouco contacto, esqueceste o meu erro e me procuraste, mas somos distantes o suficiente para não ter o contacto que queria, você passou rápida e fugaz, como uma leve tempestade de verão, não sei se serás como uma tempestade de verão britânica ou apenas uma garoa, sei que resdespertaste o meu interesse e nem posso contacta-la.
Lembro da sua pele, da sua voz macia, da sua calma, e não sei nem se isto é tão real, minhas memórias de você são poucas, e sei que agora você é tão enigmática quanto um eléctron, não sei se conseguirei, mas desejo ao menos caminhar algumas tardes com você, ou deitar na grama enquanto nuvens ou estrelas passam.
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Sofrer relativo
Noite, mais uma noite, e as coisas são as mesmas, parece apenas a marcação do ritmo que é a música, esta música sendo a vida, até mesmo as vírgulas tem o seu espaço, as pausas e os movimentos, o inesperado sempre presente se torna previsível, tudo é monótono, o cinza ainda é cinza, o preto ainda preto, até devaneios pertencem ao padrão.
Estou ficando cansado de tanto viver essa coisa regular, a certeza da incerteza, o possível relativo, o impossível, tudo acontece calmamente, e no completar do ciclo do relógio a expectativa não é tornada realidade, mas sim a certeza, e moldamos o amanhã, criamos altos e baixos, fases, onde o caos parecia reinar mas não era certo, a angustia é tão patética que se torna angustiante, e paradoxos continuam ao sabor de tudo.
Sinto doer uma dor que não dói, e peço, alguém, me tire a razão para que a vida possa parecer diferente, talvez nem isto resolva, a loucura ainda me seria previsível, o pensar se faz inútil por si mesmo, mecanismos e dispositivos ordenam de forma desorganizada as coisas, não parece haver fuga, não há fuga, então, continuo a dar um passo atrás do outro? O encanto se desbota mesmo no colorido mais vivo, a tristeza desaparece mesmo no dia mais cinza, e o amor se esvai, se existe se esvai, ele vai e continua indo.
Novos prazeres, sabores, sensações, nem parecem tão diferentes, o julgo continua ainda, nunca pesado demais, nem deixa de existir, e nada se pode fazer.
Estou ficando cansado de tanto viver essa coisa regular, a certeza da incerteza, o possível relativo, o impossível, tudo acontece calmamente, e no completar do ciclo do relógio a expectativa não é tornada realidade, mas sim a certeza, e moldamos o amanhã, criamos altos e baixos, fases, onde o caos parecia reinar mas não era certo, a angustia é tão patética que se torna angustiante, e paradoxos continuam ao sabor de tudo.
Sinto doer uma dor que não dói, e peço, alguém, me tire a razão para que a vida possa parecer diferente, talvez nem isto resolva, a loucura ainda me seria previsível, o pensar se faz inútil por si mesmo, mecanismos e dispositivos ordenam de forma desorganizada as coisas, não parece haver fuga, não há fuga, então, continuo a dar um passo atrás do outro? O encanto se desbota mesmo no colorido mais vivo, a tristeza desaparece mesmo no dia mais cinza, e o amor se esvai, se existe se esvai, ele vai e continua indo.
Novos prazeres, sabores, sensações, nem parecem tão diferentes, o julgo continua ainda, nunca pesado demais, nem deixa de existir, e nada se pode fazer.
Assinar:
Postagens (Atom)