A palavra cotidiano tem o mesmo significado que dia-a-dia, e pode remeter a diário, em relação a repetição, e logo está visão de repetição logo remete a tédio, cansaço e muitas vezes até a frustração.
A wikipédia tem um bom artigo sobre o cotidiano, ou ainda "quotidiano" para os portugueses:
Já Chico Buarque tem uma música que se chama cotidiano, e mostra através da arte uma visão bem mais ampla, mas ainda sem surpresas, como é de esperar do significado do termo, ele mostra a alegria de um amor que belo ainda parece estático, o dia com o pensar sobre o dia, com o comer, ele mostra muitos prazeres do cotidiano e o fim deles.
Link para letra e vídeo da música "Cotidiano" de Chico Buarque:
Falei um pouco sobre o cotidiano, mas ainda não sobre o título deste blog, "Salve o cotidiano", bem, quando digo salve não remeto-me ao significado de exaltar o cotidiano, não da forma que a palavra exaltar é vista, no seu conceito mais direto e talvez óbvio, que é elevar sem uma justificativa "em si", mas quero que o que cotidiano seja salvo. Ver pessoas que sofrem muito, e ver como é comum vê-las com problemas em relação ao cotidiano, seja por "entrar" exageradamente nele, ou ainda, o contrário, por não se adaptar ao dia-a-dia, à rotina diária. Então venho, para através de uma melhor apreensão do cotidiano muitas pessoas terem uma vida melhor, seja mais simples ou não, apenas quero ajudar, não crio este blog com intenções comerciais ou mesmo para lucrar de quaisquer maneiras, mas para poder ajudar as pessoas, e através disto ver mais pessoas a serem ajudadas.
Obrigado pela atenção dispensada neste pequeno texto inicial, espero já ter consegui algo, ao definir de forma abstrata esta minha iniciativa. E à uma vida melhor!!!
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
sábado, 4 de setembro de 2010
A noite nublada, fim ou início
Meus olhos antes tudo viam, agora presos em vários fios negros, cabelos de um preto puro, que me encantam, e deixam a lua perdida, as estrelas escassas, numa visão completamente obnubilada tenho agora.
Olhos que não olham diretamente em outros, e que se perdem, até mesmo a capacidade de identificar as coisas é perdida, não sei mais nada, mas os seus cabelos negros me atormentam, se eles trazem dor ou prazer, e, se me farão alegre ou triste também não o sei, apenas estou perdido em busca da tua mão para um afago.
E diferente do que disse o poeta Augusto dos Anjos nos seus "Versos Íntimos", não sei se "a mão que afaga é a mesma que apedreja", nada é percebido entre estas nuvens negras no céu, ou através dos teus cabelos, e a ansiedade aos poucos me entorpece, em breve os vultos se tornam quimeras.
Só resta a ti agora o afago ou a pedra, antes que me perca em meio a indefinição, antes prefiro a pedra a tornar a este amor, este insólito amor que impertinente me tira o sono e a concentração para viajar por entre as nuvens negras da tua indecisão, asfixiado nos teus cabelos pretos, sem ao menos saber o que está por vir, se o breu da solidão ou o amanhecer de uma paixão.
Augusto dos Anjos - Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Olhos que não olham diretamente em outros, e que se perdem, até mesmo a capacidade de identificar as coisas é perdida, não sei mais nada, mas os seus cabelos negros me atormentam, se eles trazem dor ou prazer, e, se me farão alegre ou triste também não o sei, apenas estou perdido em busca da tua mão para um afago.
E diferente do que disse o poeta Augusto dos Anjos nos seus "Versos Íntimos", não sei se "a mão que afaga é a mesma que apedreja", nada é percebido entre estas nuvens negras no céu, ou através dos teus cabelos, e a ansiedade aos poucos me entorpece, em breve os vultos se tornam quimeras.
Só resta a ti agora o afago ou a pedra, antes que me perca em meio a indefinição, antes prefiro a pedra a tornar a este amor, este insólito amor que impertinente me tira o sono e a concentração para viajar por entre as nuvens negras da tua indecisão, asfixiado nos teus cabelos pretos, sem ao menos saber o que está por vir, se o breu da solidão ou o amanhecer de uma paixão.
Augusto dos Anjos - Versos Íntimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Novas experiências, novo blog
Agora com o meu novo hábito de navegar na internet pelo celular, decidi criar este novo blog, que espero vincular em breve à todas minhas redes sociais.
Além disto, também tenho passado por situações tão diferentes que minhas portagens não estariam de acordo com o padrão do meu antigo blog, e pretendo ainda escrever de forma mais ávida, sendo o que antes chamava de promíscuo, produzindo com bastante frequência.
Pensei em escrever mais pelo twitter, mas queria ter a possibilidade de escrever mais, e definitivamente não gosto de ter que fazer postagens aos pedaços ou mesmo ter que me preocupar com o tamanho da postagem.
Bem, para aqueles que não acompanham o que produzo, saibam: faço apenas o que me apetece, o que tenho desejo, e para arte a liberdade é imprescindível, e ainda peço, por favor não utilizem minha postagem para conceituar-me, elas obedecem à minha realidade.
Grato pela atenção, ainda esclareço que também não produzo com base em conceitos estético-artísticos, ou mesmo com um determinado padrão de tempo.
Além disto, também tenho passado por situações tão diferentes que minhas portagens não estariam de acordo com o padrão do meu antigo blog, e pretendo ainda escrever de forma mais ávida, sendo o que antes chamava de promíscuo, produzindo com bastante frequência.
Pensei em escrever mais pelo twitter, mas queria ter a possibilidade de escrever mais, e definitivamente não gosto de ter que fazer postagens aos pedaços ou mesmo ter que me preocupar com o tamanho da postagem.
Bem, para aqueles que não acompanham o que produzo, saibam: faço apenas o que me apetece, o que tenho desejo, e para arte a liberdade é imprescindível, e ainda peço, por favor não utilizem minha postagem para conceituar-me, elas obedecem à minha realidade.
Grato pela atenção, ainda esclareço que também não produzo com base em conceitos estético-artísticos, ou mesmo com um determinado padrão de tempo.
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