O tempo passa, meus devaneios tiram meu sono e palavras não existem, o sentimento de que algo mais existe ou existiu e não pode ser alcançado, a compreensão não existe, até a memória sente dificuldade em divagar em meio tão caótico, mas rico, a anarquia de algo que não se enquadra, não é uma imagem, nem som, é algo incerto no meio da burocratica mente, algo que é complexo, se vai ao longe, queria compartilhar com você, isso passa e não tem como sair, e todo o resto, certinho, com regras e leis que até parecem ordenar a congruência de tudo com o seu lugar, e você não pode ter isso, as cores vivas também são sons, assim como toda a pele sensível a tudo, não é necessario olhos abertos para ver, e tudo continua, a linhas que delimitam as coisas já não existem, a confusão toma o espaço do contraste fundo-objeto, tudo é uma coisa só, tudo é sentido como uma coisa só, e um minuto após, tudo cede a realidade, nada parece ser atrativo, cores vivas agora são como despotadas, sons apenas sons, e o tato não estimula, antes, quando as coisas eram normais antes do surto, sentia prazer normalmente, então tudo fica monótono, e a memória não deixa sentir a mesmo coisa novamente, só veem memórias que tentam explicar tudo, posteriores a tudo.
Mas, com você não é diferente, dentro de você sinto algo maior do que as explicações, parece que não existimos mais, apenas o ato, que segundos após cessa, e você voltar a ser aquela de sempre, não consigo explicar, às vezes as coisas começam a existir de forma diferente, e não consigo controlar isto.
Mas, não sei se quero tudo novamente, poderia ter muito prazer, mas não sinto vontade de sequer me levantar, e lembrar como tudo irá voltar a ser pobre depois de tudo, queria conseguir esse prazer por um longo tempo, mas não viveria, então se fosse possível tudo aos poucos, sentir você as poucos e sempre, mas você esta tão longe de mim que já não sei se existe.
Já tive quatro blogs desde 2008, ao ler o que escrevi senti vontade de retomar o hábito de escrever, e inicialmente importei as publicações dos outros blogs, de apenas três que foi possível recuperar o material.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Prometheus
Bedecke deinen Himmel, Zeus,
Mit Wolkendunst,
Und übe, dem Knaben gleich,
Der Disteln köpft,
An Eichen dich und Bergeshöhn;
Mußt mir meine Erde
Doch lassen stehn
Und meine Hütte, die du nicht gebaut,
Und meinen Herd,
Um dessen Glut
Du mich beneidest.
Ich kenne nichts Ärmeres
Unter der Sonn als euch, Götter!
Ihr nähret kümmerlich
Von Opfersteuern
Und Gebetshauch
Eure Majestät
Und darbtet, wären
Nicht Kinder und Bettler
Hoffnungsvolle Toren.
Da ich ein Kind war,
Nicht wußte, wo aus noch ein,
Kehrt ich mein verirrtes Auge
Zur Sonne, als wenn drüber wär
Ein Ohr, zu hören meine Klage,
Ein Herz wie meins,
Sich des Bedrängten zu erbarmen.
Wer half mir
Wider der Titanen Übermut?
Wer rettete vom Tode mich,
Von Sklaverei?
Hast du nicht alles selbst vollendet,
Heilig glühend Herz?
Und glühtest jung und gut,
Betrogen, Rettungsdank
Dem Schlafenden da droben?
Ich dich ehren? Wofür?
Hast du die Schmerzen gelindert
Je des Beladenen?
Hast du die Tränen gestillet
Je des Geängsteten?
Hat nicht mich zum Manne geschmiedet
Die allmächtige Zeit
Und das ewige Schicksal,
Meine Herrn und deine?
Wähntest du etwa,
Ich sollte das Leben hassen,
In Wüsten fliehen,
Weil nicht
alle Blütenträume reiften?
Hier sitz ich, forme Menschen
Nach meinem Bilde,
Ein Geschlecht, das mir gleich sei,
Zu leiden, zu weinen,
Zu genießen und zu freuen sich,
Und dein nicht zu achten,
Wie ich!
Prometheus
Encobre o teu céu, Zeus,
Com vapores de nuvens,
E, qual menino que decepa
A flor dos cardos,
Exercita-se em carvalhos e cristas de montes;
Mas a minha Terra
Hás-de me deixar,
E a minha cabana, que não construíste
E o meu lar,
cujo braseiro
Me invejas.
Nada mais pobre conheço
Sob o sol do que vòs, o Deuses!
pobremente nutris
De tributos de sacrifícios
E hálitos de preces
A vossa majestade,
E morrerías de fome, se não fossem
Crianças e mendigos
Loucos cheios de esperança.
Quando menino não sabia
Para onde havia de virar-me,
Voltava os olhos desgarrados
Para o Sol, como se lá houvesse
Ouvido para o meu queixume,
Coração como o meu
Que se compadecesse de minha angústia.
Quem me ajudou
Contra a insolência dos Titãs?
Quem me livrou da morte
Da escravidão?
Pois não foste tu que tudo acabaste,
Meu coração em fogo sagrado?
E jovem e bom, enganado
Ardias ao Deus que lá no céu dormia
Tuas graças de salvação?
Eu venerar você? E por quê?
Suavizaste tu jamais as dores
do oprimido?
Enxugaste jamais as lágrimas
do angustiado?
Pois não me forjaram Homem
O tempo todo-poderoso
E o Destino eterno,
Meus senhores e teus?
Pensavas tu talvez
que eu havia de odiar a vida
E fugir para os desertos,
Lá porque nem todos
Os sonhos em flor frutificarm?
Pois aqui estou! Formosos homens
À minha imagem,
Uma estirpe que a mim se assemelhe
Para sofrer, para chorar,
Para gozar e se alegrar,
E para não te respeitar,
Como eu!
JOHANN WOLFGANG Von GOËTHE
(1749-1832)
Mit Wolkendunst,
Und übe, dem Knaben gleich,
Der Disteln köpft,
An Eichen dich und Bergeshöhn;
Mußt mir meine Erde
Doch lassen stehn
Und meine Hütte, die du nicht gebaut,
Und meinen Herd,
Um dessen Glut
Du mich beneidest.
Ich kenne nichts Ärmeres
Unter der Sonn als euch, Götter!
Ihr nähret kümmerlich
Von Opfersteuern
Und Gebetshauch
Eure Majestät
Und darbtet, wären
Nicht Kinder und Bettler
Hoffnungsvolle Toren.
Da ich ein Kind war,
Nicht wußte, wo aus noch ein,
Kehrt ich mein verirrtes Auge
Zur Sonne, als wenn drüber wär
Ein Ohr, zu hören meine Klage,
Ein Herz wie meins,
Sich des Bedrängten zu erbarmen.
Wer half mir
Wider der Titanen Übermut?
Wer rettete vom Tode mich,
Von Sklaverei?
Hast du nicht alles selbst vollendet,
Heilig glühend Herz?
Und glühtest jung und gut,
Betrogen, Rettungsdank
Dem Schlafenden da droben?
Ich dich ehren? Wofür?
Hast du die Schmerzen gelindert
Je des Beladenen?
Hast du die Tränen gestillet
Je des Geängsteten?
Hat nicht mich zum Manne geschmiedet
Die allmächtige Zeit
Und das ewige Schicksal,
Meine Herrn und deine?
Wähntest du etwa,
Ich sollte das Leben hassen,
In Wüsten fliehen,
Weil nicht
alle Blütenträume reiften?
Hier sitz ich, forme Menschen
Nach meinem Bilde,
Ein Geschlecht, das mir gleich sei,
Zu leiden, zu weinen,
Zu genießen und zu freuen sich,
Und dein nicht zu achten,
Wie ich!
Prometheus
Encobre o teu céu, Zeus,
Com vapores de nuvens,
E, qual menino que decepa
A flor dos cardos,
Exercita-se em carvalhos e cristas de montes;
Mas a minha Terra
Hás-de me deixar,
E a minha cabana, que não construíste
E o meu lar,
cujo braseiro
Me invejas.
Nada mais pobre conheço
Sob o sol do que vòs, o Deuses!
pobremente nutris
De tributos de sacrifícios
E hálitos de preces
A vossa majestade,
E morrerías de fome, se não fossem
Crianças e mendigos
Loucos cheios de esperança.
Quando menino não sabia
Para onde havia de virar-me,
Voltava os olhos desgarrados
Para o Sol, como se lá houvesse
Ouvido para o meu queixume,
Coração como o meu
Que se compadecesse de minha angústia.
Quem me ajudou
Contra a insolência dos Titãs?
Quem me livrou da morte
Da escravidão?
Pois não foste tu que tudo acabaste,
Meu coração em fogo sagrado?
E jovem e bom, enganado
Ardias ao Deus que lá no céu dormia
Tuas graças de salvação?
Eu venerar você? E por quê?
Suavizaste tu jamais as dores
do oprimido?
Enxugaste jamais as lágrimas
do angustiado?
Pois não me forjaram Homem
O tempo todo-poderoso
E o Destino eterno,
Meus senhores e teus?
Pensavas tu talvez
que eu havia de odiar a vida
E fugir para os desertos,
Lá porque nem todos
Os sonhos em flor frutificarm?
Pois aqui estou! Formosos homens
À minha imagem,
Uma estirpe que a mim se assemelhe
Para sofrer, para chorar,
Para gozar e se alegrar,
E para não te respeitar,
Como eu!
JOHANN WOLFGANG Von GOËTHE
(1749-1832)
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Venha para não ir
Anoiteceu, quero sair contigo, apenas andar, é impossível, quero a sua sombra cruzando a minha na madrugada, quando o sol aparece, não temos onde nos esconder, vamos nos abraçar para ver se assim o tempo passa sem fazer mais estragos, ainda sinto a degradação, venha, vamos nos proteger, juntos talvez...
O amarelo acinzentado da noite intercala o amarelo que cega, não sei mais, mas preciso encontrar um lugar dentro deste monismo dual, e agora só espero por você, poderia parar e pensar, lutar pelos meus princípios, nadar contra a correnteza, mas assim você não poderá estar comigo, quero agarrar este galho e segurá-la, não quero que a correnteza nos separe, poderia ter o prazer de me autorealizar, mas ainda estaria incompleto, vendo-a só, ficaria triste, deixe, irei protege-la.
Sozinhos, ainda sentirei solidão com você, em você, mas não podemos fazer quase nada, faremos o possível, só não me deixe, não deixe a multidão lhe levar para longe, fique e seremos apenas nos, a dor não cessará, mas estaremos acolhidos na ternura mútua, espero...
O preto e o branco, não existe o cinza, a não ser que fale da força da cor, tudo assim não nos dá liberdade, num momento penso em deixar tudo, e deixar tirarem tudo de mim, até você, assim talvez seja mais livre, sem ter que escolher, sem ter que negar, sendo tudo que posso ser, fugindo deste mundo louco, onde serei considerado apenas mais um louco entre o sãos.
Passam as horas, talvez você também passe, agora estou sem rumo, mas sei que você poderá me ajudar, não quero caminhar por fábricas, nem em campos, quero seguir em frente toda manhã, só ainda não sei para qual lado virar, venha me ajude, ame ou deixe-me, assim poderei seguir, mas não triste, irei me enganar, fingir ter escolhido o meu destino, assim sempre estarei bem, e quando achar que errei julgarei todo o resto como culpado, que eu não poderia fazer nada, viver é muito fácil, é só fingir que a sua vida é boa.
Na manhã seguinte, talvez ainda estarás sonhando com um celular novo, com outra roupa em outro lugar, não faço parte do seu sonho, mas você pode escolher a realidade, pular de uma ponte, ou gozar outra vez com uma pessoa descartável, de toda forma não vivera sentindo a dor, o sol sempre se põe, você não pode ir contra a ordem natural da coisas, qualquer coisa pode ser quaisquer coisa, já estou falando coisas sem sentido, nada tem sentido, você, eu, o mundo, tudo.
Agora ainda falo, é confortavel sentir que se esta parado, mas na realidade estou descendo a fossa, estou indo agora no sentido da correnteza, para chegar ao grande nada, só estou seguindo porque assim continuo perto de você, venha antes que não existamos mais, vamos existir para sempre, a dor iremos nos acostumar, cada dia será como tudo, uma coisa grande, sem sentido algum, sem ordem e inútil, vamos viver, quero você para isso, você não passa de uma instrumento para mim, seria uma extensão de mim, do meu ser, ou poderá ir, eu seria feliz, iria me idiotizar, como sempre fiz, e talvez continuasse com você assim, seria feliz, como sou feliz, cada dia um objetivo diferente, um objeto diferente me aliena, inútil, com o objetivo apenas de gerar outro objetivo e outro, você é o meu atual objetivo, não sei em que sentido, mas talvez exista outro objetivo atrás deste...
O amarelo acinzentado da noite intercala o amarelo que cega, não sei mais, mas preciso encontrar um lugar dentro deste monismo dual, e agora só espero por você, poderia parar e pensar, lutar pelos meus princípios, nadar contra a correnteza, mas assim você não poderá estar comigo, quero agarrar este galho e segurá-la, não quero que a correnteza nos separe, poderia ter o prazer de me autorealizar, mas ainda estaria incompleto, vendo-a só, ficaria triste, deixe, irei protege-la.
Sozinhos, ainda sentirei solidão com você, em você, mas não podemos fazer quase nada, faremos o possível, só não me deixe, não deixe a multidão lhe levar para longe, fique e seremos apenas nos, a dor não cessará, mas estaremos acolhidos na ternura mútua, espero...
O preto e o branco, não existe o cinza, a não ser que fale da força da cor, tudo assim não nos dá liberdade, num momento penso em deixar tudo, e deixar tirarem tudo de mim, até você, assim talvez seja mais livre, sem ter que escolher, sem ter que negar, sendo tudo que posso ser, fugindo deste mundo louco, onde serei considerado apenas mais um louco entre o sãos.
Passam as horas, talvez você também passe, agora estou sem rumo, mas sei que você poderá me ajudar, não quero caminhar por fábricas, nem em campos, quero seguir em frente toda manhã, só ainda não sei para qual lado virar, venha me ajude, ame ou deixe-me, assim poderei seguir, mas não triste, irei me enganar, fingir ter escolhido o meu destino, assim sempre estarei bem, e quando achar que errei julgarei todo o resto como culpado, que eu não poderia fazer nada, viver é muito fácil, é só fingir que a sua vida é boa.
Na manhã seguinte, talvez ainda estarás sonhando com um celular novo, com outra roupa em outro lugar, não faço parte do seu sonho, mas você pode escolher a realidade, pular de uma ponte, ou gozar outra vez com uma pessoa descartável, de toda forma não vivera sentindo a dor, o sol sempre se põe, você não pode ir contra a ordem natural da coisas, qualquer coisa pode ser quaisquer coisa, já estou falando coisas sem sentido, nada tem sentido, você, eu, o mundo, tudo.
Agora ainda falo, é confortavel sentir que se esta parado, mas na realidade estou descendo a fossa, estou indo agora no sentido da correnteza, para chegar ao grande nada, só estou seguindo porque assim continuo perto de você, venha antes que não existamos mais, vamos existir para sempre, a dor iremos nos acostumar, cada dia será como tudo, uma coisa grande, sem sentido algum, sem ordem e inútil, vamos viver, quero você para isso, você não passa de uma instrumento para mim, seria uma extensão de mim, do meu ser, ou poderá ir, eu seria feliz, iria me idiotizar, como sempre fiz, e talvez continuasse com você assim, seria feliz, como sou feliz, cada dia um objetivo diferente, um objeto diferente me aliena, inútil, com o objetivo apenas de gerar outro objetivo e outro, você é o meu atual objetivo, não sei em que sentido, mas talvez exista outro objetivo atrás deste...
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