O tempo passa, meus devaneios tiram meu sono e palavras não existem, o sentimento de que algo mais existe ou existiu e não pode ser alcançado, a compreensão não existe, até a memória sente dificuldade em divagar em meio tão caótico, mas rico, a anarquia de algo que não se enquadra, não é uma imagem, nem som, é algo incerto no meio da burocratica mente, algo que é complexo, se vai ao longe, queria compartilhar com você, isso passa e não tem como sair, e todo o resto, certinho, com regras e leis que até parecem ordenar a congruência de tudo com o seu lugar, e você não pode ter isso, as cores vivas também são sons, assim como toda a pele sensível a tudo, não é necessario olhos abertos para ver, e tudo continua, a linhas que delimitam as coisas já não existem, a confusão toma o espaço do contraste fundo-objeto, tudo é uma coisa só, tudo é sentido como uma coisa só, e um minuto após, tudo cede a realidade, nada parece ser atrativo, cores vivas agora são como despotadas, sons apenas sons, e o tato não estimula, antes, quando as coisas eram normais antes do surto, sentia prazer normalmente, então tudo fica monótono, e a memória não deixa sentir a mesmo coisa novamente, só veem memórias que tentam explicar tudo, posteriores a tudo.
Mas, com você não é diferente, dentro de você sinto algo maior do que as explicações, parece que não existimos mais, apenas o ato, que segundos após cessa, e você voltar a ser aquela de sempre, não consigo explicar, às vezes as coisas começam a existir de forma diferente, e não consigo controlar isto.
Mas, não sei se quero tudo novamente, poderia ter muito prazer, mas não sinto vontade de sequer me levantar, e lembrar como tudo irá voltar a ser pobre depois de tudo, queria conseguir esse prazer por um longo tempo, mas não viveria, então se fosse possível tudo aos poucos, sentir você as poucos e sempre, mas você esta tão longe de mim que já não sei se existe.
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