quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Poesia - Estações que não se renovam

Antes, no inverno, a tristeza,
pela solidão, pela frieza,
agora moderno, olhando a vida,
já sem compaixão, preciso da partida,
menos terno, fico sozinho,
parece verão, ainda quero carinho.

A carência que não se desfaz,
à fuga de si mesmo,
ser alegre não sou capaz,
um dia a morte,
a supressão da dor num zás,
poderia pelo destino,
até andar para trás,
não ia ser feliz,
novamente, não mais.

Agora a felicidade,
a deixei para ser mais lúcido,
buscando prazer pela sua saudade,
querendo você de verdade,
numa mudança brusca,
algo que não existe,
agora no meio da chuva,
se você me punisse,
antes que do abismo caísse,
pularia para ser feliz no final.

Um comentário:

  1. Muito bom o poema.

    Bastante profundo, um tanto triste. Métrica maravilhosa.


    Parabéns!!

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