Antes do pôr-do-sol irei acreditar em Deus, antes irei negar minha existência, sacrificar minha existência, me tornar feliz, ser mais um Sísifo alegre, como um bobo da corte, rindo da própria desgraça, rindo da vida, como se apaixonando pelos meus sequestradores, num acesso de insanidade que traria a normalidade de volta.
Todos são loucos? Não, loucos é uma definição, loucos são os diferentes, louco são os outros, antes de tudo, sou um ser perfeito, todos pensam assim, eles nascem de Deus e irão encontra-lo, fazendo parte do Olimpo. Somos maiores do que pensamos/vemos? Não, queremos não rejeitar a possibilidade de sermos meros e inúteis humanos.
A realidade existe, mas escondida, atrás do sol de Apolo e do vinho de Dionísio, rejeitar a racionalidade humana, o prazer e o(s) Deus(es) é difícil, e quem conseguirá vencer uma sociedade positivista que foge da realidade a todo o custo, o patológico é justificado por conceitos, não são os conceitos que definem o patológico, é o que não é aceito, assim como na inútil ética, nada existe além de palavras que mascaram a forma opressiva de existir da sociedade, fugindo da realidade e negando a quaisquer que queira a realidade, além de aceitar apenas o que modela-se ao que têm como realidade.
Somos Sísifos felizes como falou Camus, até nos tornamos em algo diferente, algo que precisa ser tratado, o diferente não pode existir, porque a sociedade corre risco, a consciência pode destruir vidas alegres, então que se esconda toda a sociedade atrás de conceitos inúteis, uma conjunto de signos sem significados, senão mais signos, uma forma de tentar proteger a todos, a humanidade deve existir, tudo que coloca a existência em risco deve ser eliminado, nem é sadismo que controla a existência da sociedade, Dionísio não foi tão longe, é a razão inconsciente, o que existe diferente nega a existência deles, não podem ter contato com a realidade, então mecanismos de defesa coletivos inconscientes foram criados, não poderá a sociedade correr o risco do seu fim, "se Deus não existisse seria necessário inventá-lo", disse Voltaire, parece que todos já sabiam disto...
O sofrimento sempre existe, podem fugir, se enganarem, como a ajuda de Apolo ou Dionísio, mas antes de nascer já existe sofrimento, antes de existir o sol (na concepção mais fiel da palavra existir, infantil, só existe o que está no nosso campo de visão), já havia o Caos, que ainda existe, tudo tende ao Caos, a degradação da matéria é constante, o movimento Browniano não deixa o tempo parar, viver se revela algo caótico, claro em meio ao Caos, mas não uma coisa especial, como seria possível, eu renego a ilusão coletiva, ao suicídio coletivo da razão em prol de mais razão...
Vivo, não nego sou hedonista, mas fujo do prazer, temo ficar embriagado e perder minha noção de real, temo ainda a proliferação do sofrimento, não irei agora, não gosto da ideia de fazer sofrer os bobos da corte, eles deixaram eu ter contato com a minha realidade, seria demais para todos expirar agora, também temo a tomada de consciência por parte deles, sou a favor da liberdade, quaisquer que quiser ser mais um Sísifo alegre poderá ser, assim como quero que possam não aceitar a alegria aqueles que o quiserem, cada um poderia escolher, e não aceitar a vida como dizem que ela é, não se conformar com a escravidão, e também, não aumentar a escravidão, gerando novos escravos, a liberdade deveria ser um prioridade, mas a sociedade precisa ser protegida.
Talvez ainda exista um último pôr-do-sol e se acabe o vinho, o fim da dubialidade da realidade, do que pensam ser a realidade.
Todos são loucos? Não, loucos é uma definição, loucos são os diferentes, louco são os outros, antes de tudo, sou um ser perfeito, todos pensam assim, eles nascem de Deus e irão encontra-lo, fazendo parte do Olimpo. Somos maiores do que pensamos/vemos? Não, queremos não rejeitar a possibilidade de sermos meros e inúteis humanos.
A realidade existe, mas escondida, atrás do sol de Apolo e do vinho de Dionísio, rejeitar a racionalidade humana, o prazer e o(s) Deus(es) é difícil, e quem conseguirá vencer uma sociedade positivista que foge da realidade a todo o custo, o patológico é justificado por conceitos, não são os conceitos que definem o patológico, é o que não é aceito, assim como na inútil ética, nada existe além de palavras que mascaram a forma opressiva de existir da sociedade, fugindo da realidade e negando a quaisquer que queira a realidade, além de aceitar apenas o que modela-se ao que têm como realidade.
Somos Sísifos felizes como falou Camus, até nos tornamos em algo diferente, algo que precisa ser tratado, o diferente não pode existir, porque a sociedade corre risco, a consciência pode destruir vidas alegres, então que se esconda toda a sociedade atrás de conceitos inúteis, uma conjunto de signos sem significados, senão mais signos, uma forma de tentar proteger a todos, a humanidade deve existir, tudo que coloca a existência em risco deve ser eliminado, nem é sadismo que controla a existência da sociedade, Dionísio não foi tão longe, é a razão inconsciente, o que existe diferente nega a existência deles, não podem ter contato com a realidade, então mecanismos de defesa coletivos inconscientes foram criados, não poderá a sociedade correr o risco do seu fim, "se Deus não existisse seria necessário inventá-lo", disse Voltaire, parece que todos já sabiam disto...
O sofrimento sempre existe, podem fugir, se enganarem, como a ajuda de Apolo ou Dionísio, mas antes de nascer já existe sofrimento, antes de existir o sol (na concepção mais fiel da palavra existir, infantil, só existe o que está no nosso campo de visão), já havia o Caos, que ainda existe, tudo tende ao Caos, a degradação da matéria é constante, o movimento Browniano não deixa o tempo parar, viver se revela algo caótico, claro em meio ao Caos, mas não uma coisa especial, como seria possível, eu renego a ilusão coletiva, ao suicídio coletivo da razão em prol de mais razão...
Vivo, não nego sou hedonista, mas fujo do prazer, temo ficar embriagado e perder minha noção de real, temo ainda a proliferação do sofrimento, não irei agora, não gosto da ideia de fazer sofrer os bobos da corte, eles deixaram eu ter contato com a minha realidade, seria demais para todos expirar agora, também temo a tomada de consciência por parte deles, sou a favor da liberdade, quaisquer que quiser ser mais um Sísifo alegre poderá ser, assim como quero que possam não aceitar a alegria aqueles que o quiserem, cada um poderia escolher, e não aceitar a vida como dizem que ela é, não se conformar com a escravidão, e também, não aumentar a escravidão, gerando novos escravos, a liberdade deveria ser um prioridade, mas a sociedade precisa ser protegida.
Talvez ainda exista um último pôr-do-sol e se acabe o vinho, o fim da dubialidade da realidade, do que pensam ser a realidade.
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